terça-feira, 7 de setembro de 2010

FEITOS DE CHITA – Ou Gaudi em Alvinópolis.

Pessoal, este foi um email enviado pelo grande compositor Celso Adolfo, da vizinha cidade São Domingos do Prata para a Revista DEFATO sobre a Festa da Chita. Achei pertinente compartilhar com vocês...


A matéria “Feitos de Chita” cobre um gesto artístico belíssimo, que é o trabalho do artesão do pano, do retalho. Forçando um pouco, mas com algum sentido, reparando na foto da praça central, praça enfeitada de retalhos de chita, me lembrei dos vidros coloridos do arquiteto Gaudí (da Igreja Sagrada Família e outras tantas obras) em Barcelona. Gaudí* junta retalhos coloridos de vidro, faz paredes, tetos, passeios, colunas, colunatas, calçadas, harmonia para os prazer dos olhares.

Agora imagine Alvinópolis enfeitada assim, alegre com as cores e os florais da chita. Painéis, monumentos, uma rua inteira!, um muro, uma fachada, sei lá. Os florais coloridos da chita impressos em azulejos, em ladrilhos hidráulicos, em coleções como a que a matéria cita, de Zuzu Angel, ou em outro suporte qualquer. Isso somado aos trabalhos que viram bonecas, enfeites de natal, enfeites para interior das casas... Viajei demais, não? Mas faz sentido, eu acho. Alvinópolis deve saber que ela tem a palavra alegria e o sentido dela incorporados ao seu visual. Se não sabe, está fácil saber, está na praça central

Celso Adolfo.


*Antoni Placid Gaudí i Cornet (25 de junho de 1852Barcelona, 10 de junho de 1926) arquiteto catalão, um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquiteto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão (a variante local da art nouveau).

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

FONSECA MERECE TER VIDA PRÓPRIA

Pessoal, conversei demoradamente com o prefeito João Galo Índio sobre o distrito. Ele tava me contando que conseguiu verbas e mais verbas para o distrito, mas que os problemas de infra-estrutura são tão grandes, que necessitariam de verbas muito mais polpudas. Com isso, tudo que o prefeito tem feito, que segundo ele me garantiu, não é pouco, acaba passando despercebido. A realidade é que o cobertor é curto. Mal dá pras despesas da sede. Vamos e venhamos. Não é vantagem hoje o município ser enorme. Terras demais não trazem divisas para o município. Muita terra significa mais trabalho e se não tiver retorno, não vale à pena. Os dilemas de Fonseca vem de anos. Lembro-me de ir lá com minha mãe e meu pai e o poeirão era sempre medonho. Vendo o protesto do pessoal de lá, que ganhou até midia nacional, fico pensando: já tá na hora de virar cidade. Até que o distrito evoluiu bastante, com bom comércio e serviços, mas no que diz respeito ao urbanismo e suporte dos poderes públicos estadual e municipal, ainda continua deficitária. Mas querem saber o que faria sentido mesmo? A independência de Fonseca. Catas Altas ficou independente, mas continua lá, porém com novo sopro de desenvolvimento. Sem Peixe também ficou independente e pelo que me contam, melhorou até para a administração de Dom Silvério. Segundo postado pelo João Carlos da Rádio Alternativa no Alvinews, houve oportunidade histórica para emancipar Fonseca, mas os próprios moradores na época votaram contra. Mas é bom que as autoridades fiquem atentas, pois uma nova abertura pode se abrir e nesse momento será crucial uma racionalização em torno do assunto.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

TUTU DA RAINHA E LINGUIÇA DO REI

Alguns sonhos Alvinopolitanos venho realizando, mas muitos podem ficar como utopias, eu sei. Mas não tem problema! Vamos lutando contra os moinhos de vento se preciso. Por exemplo, há algum tempo sonho fazer um CD ou DVD com a rica cultura do Congado de Alvinópolis. Fico triste pois não consegui sensibilizar nenhuma empresa local e nem mesmo os dirigentes do Congado a trabalhar nessa empreitada. Considero um trabalho de suma importância. Primeiro por registrar em audio e video uma manifestação cultural e religiosa que nem podemos precisar quando começou. Existem indicios de ter sido há 200, 300 anos atrás. Minha idéia seria contar as histórias, pincelar algumas coisas até sobre a trajetória do povo negro na região e registrar a musicalidade, as batidas dos tambores, as vestimentas, enfim, tudo sobre esse universo mágico que sobreviveu até hoje graças a fé e amor de seus integrantes. Pode ser que nosso congado sobreviva mais alguns séculos e que esse desejo de registrar essa cultura seja apenas um devaneio de um burguês branco ou quase branco, herdeiro da morenice de minha mãe. mas com grande amor e respeito por esse povo e por essa terra. Não perderei as esperanças. Quem sabe não apareça alguma empresa interessada, um fundo federal, alguma luz no fim desse túnel? Quem sabe Nossa Senhora do Rosário não proceda esse milagre? Ó Senhora do Rosário...céus e terra cantam ave...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

BANDA DE RECIFE FALA SOBRE O FESTIVAL DE ALVINÓPOLIS

Nesta postagem, confiram o que disseram os Sicilianos sobre Alvinópolis e o Festival. Vale à pena. Quem quiser conferir a entrevista e mais fotos, entrem no www.babijaqueseossicilianos.blogspot.com

É com imensa satisfação que faremos esse post sobre o 30º Festival de Alvinópolis, MG.


Na tarde da última quinta-feira lá estavam os 4 sicilianos pegando o ônibus para viajar pela primeira vez para Alvinópolis, Minas Gerais, que segundo o google maps, durararia 2h e uns quebrados partindo de Belo Horizonte.


Depois de perguntarmos inúmeras vezes o clássico "Tá chegando?", finalmente chegamos a várias cidades próximas de Alvinópolis que sempre duravam 20 minutos para o nosso destino.


Essa brincadeira durou 5h e meia.


Até que... finalmente ouvímos aquela voz de locutor e chegamos na cidade, descendo do ônibus exatamente no local aonde já estava acontecendo a primeira eliminatório do Festival de Música da cidade. Como o nosso hotel ficava logo na frente, deixamos as coisas e fomos prestigiar e conhecer o evento.


Frio, muito frio. Muito mais frio do que estava em Bh e São Paulo. E agasalhados fomos nos encantando aos poucos com Alvinópolis.


Um cidade pequena, bonitinha, charmosa, limpinha e, principalmente, acolheadora. Nunca nos sentimos tão bem tratados e bem recebidos.


Os organizadores do festival logo que nos viram foram nos receber e saber se estavamos bem. Papo vai e papo vem, acabamos sendo convidados para fazer um show durante a apuração das notas. Boa-vinda melhor não poderia haver.



A segunda eliminatória do festival (em que defendemos duas músicas) começou a tarde. De manhã fomos passar o som e o dia ficou bem mais interessante.




Quando estávamos nos preparando para passar o som, fomos abordados por um admirador da musica pernambucana que chegou cantando "Adeus Recife foi a saudade que me trouxe pelo braço..." e em seguida cantou uma música que não conhecíamos a fundo. Foi quando ele questinou: Vocês não conhecem isso?


A música era nada mais nada menos que da banda de Pau e Corda. Banda em que nosso parceiro Sérgio de Andrade é o vocalista. Apesar da nossa gafe, ficamos eufóricos quando percebemos que se tratava de uma música do serjão e que a Coincidência tinha sido muito grande. A banda de Pau e Corda é muito respeitada e admirada por lá. Todos conhecem e idolatram. Na mesma hora ligamos para o Sérgio para contar.



Depois que passamos o som, algumas pessoa vieram nos elogiar e perguntar sobre a banda. A maioria já tinha lido sobre a banda nos jornais e revistas locais e confessaram que estavam ansiosos para a apresentação da "galera de Recife".

Eu queria contar detalhe por detalhe da viagem... mas vamos logo ao show se não passarei uns 3 dias aqui só escrevendo.



A primeira música que apresentamos foi "A lágrima do Palhaço". A recepção foi surpreendente e emocionante. Os aplausos por todos os lados transformaram o rosto de cada siciliano em um sorriso extenso.


Quando descemos do palco apareceram fãs de todas as idades e de todas as tribos. O carinho era imenso e motivador. Mais uma vez o público mineiro nos contagiou fortemente.



Quando nos apresentamos pela segunda vez cantando "Na onda moderna" esses fatos se repetiram. Vendemos muitos cds e distribuímos muitos autógrafos. Tiramos fotos com muita gente e com a imprensa. Conhecemos muitas pessoas e fizemos muitos contatos.


Parecia o começo da realização de um sonho coletivo. Alvinópolis entrou pra nossa história.



Fomos para a final com a música "A lágrima do Palhaço". O frio estava tão grande, que não conseguimos esperar pela nossa apresentação. Em meio aos 5 graus, nos refugiamos no hotel e só saímos quando estava proxímos de nos apresentar.

Começamos frios. Babi cantava e a fumaça saia da boca. Thiago e Well tocaram de Luva. E Alexandre tentava se esquentar com seus movimentos.

Quando terminamos a apresentação, os gritos de "Já ganhou! Já Ganhou!" nos fizeram esquecer do frio e o show que começou frio terminou quente!

Naquele momento já tinha sido válido todos os custos e desgastes que tivemos para chegar em Alvinópolis, e pra falar a verdade, a turnê já tinha sido grandiosa até aquele momento.


Logo depois, fizemos um pequeno show. Não conseguimos fazer o show todo devido ao frio. Mas pela empolgação que o público nos deixou, resolvemos encarar até aonde dava para agradecer toda aquela recepção. E valeu cada arrepio.


Quando chegou a hora do resultado final, confesso que estavamos desesperançosos. Na verdade, ja estavamos satisfeitos com a receptividade do nosso trabalho e pela dimensão que as coisas tomaram. Conseguimos fazer ótimos contatos, fazer amizades, vender cds, ter um feeback super positivo sobre o trabalho, ter uma boa execução, ... Prêmio? Já tinhamos ganhado o principal´: o público.


Os concorrentes eram muito bons. E pela experiência que temos com festival seria muito difícil que uma música tão diferente (do modelo de festival) ganhasse algum prêmio.

E foi aí que nos enganamos.


Para tudo parecer um mesmo um sonho, fomos premiados com o terceiro lugar.


Na foto, Os Sicilianos recebendo o troféu e o cheque (ô beleza!), juntos de pessoas boníssimas que pretendemos manter uma amizade, Marcos e Jovelino.

Quinta viajamos para participar do festival de Conceição do Mato Dentro. Espero que seja tão bom quanto o de Alvinópolis.

No final desse post, agradecemos a todo de Alvinópolis e todos os concorrentes de outras cidades que conhecemos lá. Esses dias foram super importantes e significaram muito para a nossa carreira. Nossa gratidão a vocês é eterna. Esperamos voltar em breve.

Abraço dos sicilianos

( Informação : eles ganharam primeiro lugar em Conceição do Mato Dentro. Jovelino foi jurado lá)

2 comentários:

João Menelau disse...

Que arreatado galera! Post massa! Tou feliz por vocês! :D

1 de agosto de 2010 09:04

Marcos Martino disse...

Amigos recifentes, vocês realmente são mais que bons. Vocês são o novo.Aliás, de Recife tem vindo as maiores novidades do rock brasileiro nos últimos anos. Gostei de tudo que vi na banda, da guitarra econômica que busca caminhos diferentes, das letras das músicas que usam de poesia, reflexões, principalmente se considerarmos a cena atual de ausência de conteúdos no rock.Mas gostei também do batera, das nuances dos maravilhosos ritmos nordestinos e também do baixista que não inventa, que toca o que a música pede...ah...e da vocalista, que é também meio que atriz, que dá vida às letras...ahh...também do figurino. Muito sucesso pra vocês.

3 de agosto de 2010 14:01

domingo, 1 de agosto de 2010

CULTURA ALVINOPOLENSE

Carnaval, uma das nossas maiores expressões culturais

Se formos pensar no calendário cultural de Alvinópolis, temos o Aniversário da Cidade em fevereiro, Carnaval em fevereiro ou março, Festa da Chita e Festival da Música em Julho, Festa do Rosário e Congado em outubro. Curioso que alguns eventos, antes considerados importantíssimos como Cavalgada e Exposição Agropecuária andam capengando. Com todo respeito, os dois eventos não vinham tendo nenhuma perspectiva cultural, sendo feitos apenas como entretenimento. Além do mais, são eventos que exigem grandes somas de dinheiro, pois as pessoas tendem a querer shows de artistas consagrados que cobram cachês que costumam ultrapassar a casa dos 100 mil reais. Quando a prefeitura tem dinheiro em caixa pra gastar ou parceiros que banquem, tudo bem. Mas penso que o prefeito está certo em não gastar o dinheiro público com festas caras, preferindo investir maciçamente na saúde. E espero que quando ele tiver parceiros ou dinheiro para investir, que chame o pessoal da Fundação Casa de Cultura para ver o lado cultural desses eventos. Uma exposição agropecuária e industrial pode e deve ser mais que shows, cerveja e mulher bonita. Pode ter realmente exposição das nossas potencialidades, dos produtos alvinopolenses e da nossa cultura. A cavalgada também pode ser organizada de forma a valorizar o evento, com shows sertanejos também, mas contando histórias dos grandes pioneiros, das amazonas, difundindo a cultura das cavalgadas, dos cavaleiros, enfim. Mas vou contar uma coisa pra vocês: pra mim a nossa maior expressão cultural continua sendo a Festa de Nossa Senhora do Rosário e nosso congado. Gostaria muito que houvesse uma possibilidade de interação até com vistas a produzir DVD e CD que registre os diferenciais dessa importantíssima marca cultural. Eu já tive oportunidade de ouvir vários congados de várias partes do estado e identifiquei no congado de Alvinópolis batidas muito diferentes, originalíssimas. Esse legado não pode ficar perdido na poeira do tempo. Depende da nossa geração registrar esses sons e imagens, antes que as batidas se miscigenem com alguma batida alienígena, como o funk ou hip hop.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

RESENHA DINÂMICA SOBRE O FESTIVAL


ZÉ ALEXANDRE - PRIMEIRO LUGAR INCONTESTÁVEL

INSCRIÇÕES DE TODAS AS PARTES

Muitas inscrições colhidas, graças principalmente ao trabalho do Alessandro com o site, pela interação com o site FESTIVAIS DO BRASIL, pela divulgação feita na região.
Músicas de vários estados da federação : RJ, SP, MA, PE, MG, SC, ES, DF
Artistas da região voltaram a participar como de Rio Piracicaba, Itabira e João Monlevade.

MUITOS VENCEDORES DE FESTIVAIS ANTERIORES

Emocionante receber por exemplo Flávio do Carmo de Sete Lagoas, vencedor do primeiro festival e Edmaire Carvalho, vencedora do segundo. Além destes, tínhamos presentes Gil Damata, Cláudio Fraga, Zebeto Correa, Luluth, Newton Baiandeira e Verde Terra, também campeões.

Jovelino e Flávio do Carmo, vencedor do primeiro festival

MÃOS DE MIDAS

Mais uma vez Marina e a turma da Fundação Casa de Cultura fizeram a sua parte, criando uma bonita decoração para a praça, para o palco, criando o visual dos troféus, enfim, o que tocam, vira ouro.



SATISFAÇÃO DE VÁRIOS ARTISTAS

Alguns artistas tem alma límpida, pessoas do bem, beija-flores que levam mel nas palavras. Souberam relevar os problemas e ter um olhar mais profundo sobre o festival.

REVELAÇÕES E EVOLUÇÕES

Apareceram novidades e confirmação de evolução de alguns trabalhos da cidade.

O SOM

O festival deste ano não teve o brilho planejado em função do som.
Isento o prefeito João Galo Indio de qualquer responsabilidade e vou explicar porque: eu já havia até conversado com o pessoal que fez o som do ano passado para retornarem este ano. Cheguei inclusive a reservar a data.
Só que no final da semana retrasada, o Prefeito me ligou dizendo que teriam de contratar outro som por causa da licitação da prefeitura que havia sido vencida pela empresa de Ponte Nova que fez a Festa da Chita. Inclusive, do jeito que estava sendo fechado, representaria grande economia para a prefeitura, pois estavam fazendo dois eventos pelo preço de um: Festival e Cavalgada do Major. Pensei comigo: Uai...o prefeito está sendo zeloso com as contas municipais e como trabalho numa prefeitura que passa por situação idêntica, me resignei com a fala do prefeito. Pelo menos tratava-se de um som de qualidade já testado na Chita. O João só me pediu pra dar uma ligada pro dono do som e explicar o que precisaríamos. Assim eu fiz e estava tudo encaminhado. Só que na quarta-feira antes do festival, recebi uma ligação de uma pessoa que se dizia chamar Carrim e que o cara de Ponte Nova que iria fazer o som pra nós estaria fazendo vários sons no final de semana e estava re-passando o serviço pra ele. Já fiquei cabreiro com aquele nome "Carrim", ainda mais quando ele me explicou que esse nome dizia respeito a Carrim de mão. Expliquei ao Carrim quais seriam as necessidades e ele me garantiu que tinha experiência nesse tipo de evento. Fiquei preocupado, mas a aquela altura do campeonato tinha de ter é paciência, pois teria de ser daquele jeito mesmo.Eu só não imaginava o inferno que estava por acontecer. O Som chegou e aparentemente era até bem equipado. Só que o Festival começou e percebi que estava tudo correndo muito devagar, dando muita microfonia, muitos problemas. Fui investigar o que estava acontecendo e quase cai pra trás quando fiquei sabendo que o dono do som havia levado apenas um técnico de som, mesmo assim que estava trabalhando com uma mesa digital pela primeira vez. O pobre coitado, além de passar o maior sufoco com a mesa, estava tendo de dar conta de mixar o retorno do pessoal no palco e depois correr pra mixar a frente. Pra completar o rosário de problemas, vários cabos não estavam funcionando, as vezes os microfones ficavam mudos e o tempo só passando. O sujeito na mesa também estava mais perdido que cego no tiroteio. Teve um minuto em que fui até lá pra falar pra ele que um tambor de uma música não estava saindo na frente. Ele me disse que nem sabia onde estava o tambor na mesa. Muito difícil. Sinceramente, não posso culpar os músicos pelas demoras. É verdade que alguns até se aproveitam da situação, mas na maioria das vezes, a culpa era dos problemas com o som. Inclusive, muitos artistas foram seriamente prejudicados. Para que se tenha uma idéia, no ano passado 18 músicas foram tocados em 2 horas e 40 minutos. Neste sábado, com 20 músicas, a eliminatória começou as 17e foi terminar as 22,40 , ou seja, 5 horas e quarenta. Foi lamentável mesmo.
O mesmo som deverá fazer a cavalgada do Major. Como lá eles farão apenas alguns shows, imagino que terão uma performance melhor. Só não pode é ficarem depois dizendo: tá vendo? O som é bom. Esses caras do festival é que são chatos demais! Pode ser que até façam melhor da próxima vez, mas no festival foi um fiasco. Ah...deixa eu deixar aqui o nome do som: HABEAS CORPUS de Ipatinga.

NOSSAS DESCULPAS

Mesmo não tendo culpa, mesmo tendo caído numa armadilha, pedimos desculpas aos músicos e artistas que reconhecemos, tiveram suas apresentações comprometidas.

ERA PARA SER COMEMORATIVO,
FOI CANSATIVO

Sejamos realistas. Antes de qualquer coisa, devemos reconhecer nossos erros. Nós também, no afã de abrir espaços, principalmente para a galera local, classificamos mais músicas do que o ideal. Tentamos abrir janelas para os artistas de Alvinópolis e da região. Se houvesse mais agilidade por parte do som, teríamos sucesso. Mas de qualquer maneira, vale o aprendizado.

O PÚBLICO

Na sexta, tivemos um público mais local, com muitos pais e parentes dos músicos Alvinopolenses que se apresentaram. No sábado, mais os concorrentes de cidades mais distantes. Alguns que não puderam comparecer na sexta, transferimos para o sábado. Infelizmente, o festival se arrastou tanto que o público não suportou a maratona. O evento começou as 5 da tarde, teve uma pequena interrupção e foi terminar as 5;20 da manhã de domingo. Infelizmente, tivemos mais uma vez uma premiação com pequeno público. No final, só tinha os músicos aguardando a decisão.

DESCULPAS AO CORPO DE JURADOS





Puxa vida. Os caras passam 12 horas sentados ouvindo e julgando músicas sem cobrar um tostão e ainda tem gente que joga pedras. Ali tinha presidente de Fundação Cultural, Categorizado professor de guitarra, compositor, dois poetas e um músico e cantor. Em minha opinião, um juri equilibrado e altamente categorizado. Ainda aparece gente pra dizer que o juri tem de ter mais coragem. Coragem pra que? Pra votar nos artistas que vocês acham que devem ser os escolhidos? Ora, tenham paciência!


PESSOAS QUE ARREGAÇARAM AS MANGAS

Algumas pessoas ajudaram antes, outros durante, outras depois. Alessandro, criador do site foi vital na fase de inscrições e divulgação. Marina e o pessoal da Fundação Casa de Cultura fizeram sua parte. Luciano e Ítalo, sacrificaram sua manhã de domingo para receber os artistas e pagar os prêmios.O Guerreiro Jovelino esteve antes, durante e pra sempre.Da Prefeitura, contamos ainda com o apoio da Eliana Nardy, do Carlos Alexandre da Educação, do Bicoco e do próprio Prefeito Galo Índio.Da Cia tivemos a cortesia de sempre com Marinho.Dos Tempêros Dona Zita, tivemos uma coisa rara: a Cidinha nos procurou oferecendo o patrocínio.Do Jornal Bom Dia e site Cidade Mais, o onipresente DIMDÃO, com sua câmera a tira-colo e mil idéias na cabeça.Também tivemos a presença da Equipe da revista DEFATO de Itabira, do meu amigo José Sana, do Angelo da Krawy que criou a marca e de Ronilson Bada que colocou o telão.

SOBRE A PREMIAÇÃO

Cada um dos jurados tem suas prediletas, mas o conjunto dos votos promove a democracia e em minha opinião, com muita justiça.
Gostei do resultado, apesar de divergir em algumas questões.
Porém, já participei de muitos e muitos festivais e nunca vi nenhum resultado que não tenha gerado polêmicas, discordâncias, enfim...

CONCORRENTES PREJUDICADOS PELO SOM

Tenho de ser sincero também: muitos competidores com grande potencial para estarem entre as premiadas foram muito prejudicados pelo som. E dá-lhe microfonia, microfone cujo som sumia durante as apresentações, energia que caia no palco, interrupções, técnico que não encontrava as coisas na mesa, cabos bichados, uma grande coleção de problemas.

SOBRE DESTAQUE DA TERRA E REVELAÇÃO

Ponto Morto - Destaque da Terra

Gostaria que observassem o artigo 21 do regulamento: "para os 6 melhores colocados, será observada a somatória das notas. Já para os prêmios especiais, serão observados critérios subjetivos , cuja escolha será decidida em reunião secreta do júri". Traduzindo: o Juri se reúne após o festival e é feita a somatória para definir dentre as 12 finalistas quais receberão os 6 primeiros prêmios. Já para os prêmios especiais é feita uma consulta em separado. Exemplificando: é feita uma pergunta objetiva para os jurados : para vocês, quem é o melhor intérprete? E o jurado vota na hora e a ganha a que obtiver mais votos. Assim também é feito com melhor letra, destaque da Terra e revelação. Apenas o quesito melhor letra não deu unanimidade. No caso todos os jurados votaram em Ponto Morto como Destaque da terra e no Isqueiro D'agua como revelação, o que não deixa margem a dúvidas.

BANDA ISQUEIRO D'GUA

ALEGRIA NAS VITÓRIAS,
NOBREZA NAS DERROTAS

No ano passado as Bandas Case e Sistema Confuso se sagraram vencedoras com toda justiça mas houve quem contestasse os resultados( sempre haverá alguém para contestar). Este ano, novamente o pessoal começa a descer a lenha. Pelo amor de Deus. Será que não dá pra reconhecer o esforço de quem faz, nem a honestidade das pessoas que vem lutando por este festival há tantos anos?

COMENTANDO SOBRE OS ARTISTAS DA TERRA

A banda Hard Case, que se chamava Case tocou até bem. O arranjo da música foi bem interessante, boa execução instrumental, um título ousado para a música, mas o vocal não ficou audível, prejudicando o conjunto.
Thiago e Admilson fizeram uma boa apresentação. No quesito kms rodados e experiência estão vários pontos à frente dos outros. Porém, foram as primeiras vítimas do som pois a energia acabou no meio da música e tiveram de reapresentar. Na segunda apresentação já não foram tão bem como na primeira.
A Banda Alone teve um problema que eu identifiquei como saturação do retorno. A voz da cantora Alessandra que é afinadíssima, ficou abafada, sem referência e ela até desafinou um pouco, por ter de gritar para compensar o volume do instrumental.
A Banda Ponto Morto fez uma excelente apresentação, considerando-se que tocou com retorno mais baixo e menos volume na frente também. O som ficou mais redondo e a banda confirmou sua evolução de um ano pra outro.
A Banda Vovó Piluca fez uma apresentação correta, mas a música do ano passado era melhor. Parece que a turma estava mais entusiasmada no festival do ano passado. Pode ser também que o som os tenha causado dificuldades. O show foi melhor, com um som mais equilibrado na frente.
Banda Sistema Confuso fez uma apresentação mais de violões acústicos, mas o som não ficou perfeito. As vozes ficaram baixas em relação aos violões.
A banda Isqueiro D'agua foi merecidamente escolhida como revelação com uma letra ousada e grande potencial, mas precisa evoluir muito para sair da categoria de promessa e se tornar realidade.
O Circuito integrado também foi prejudicado pelo som.
Ana Carolina, que se inscreve como Brasiliense, mas é mezzo Alvinopolense, fez uma apresentação correta, mas sem o mesmo brilho do ano passado. Ficou sem seus acompanhantes do ano passado, que foram faturar o festival do Sesi ( parabéns a eles).

SOBRE OS ARTISTAS DA REGIÃO

Banda Overdrive - de Rio Piracicaba - teve uma excelente performance, conseguiu tirar leite de pedra, conseguindo um ótimo som. Só não se classificaram para a final por causa da letra, que não foi tão bem votada.

Newton Baiandeira - Itabira - Em minha opinião, ARCO-ÍRIS EM PRETO E BRANCO foi umas das melhores letras do festival, mas infelizmente não se classificou para a final.

Cila Cordeli - João Monlevade - uma cantora dona de voz personalíssima. A música Cabelo Cor de Sol foi bem interpretada e bem votada, mas não se classificou.

Kenny e Kerlon - Jovem promessa da Música Sertaneja - se apresentou até bem. Também não foi bem votada no quesito letra.

ARTISTAS DE TODAS AS BANDAS

Zé Alexandre - primeiro lugar - ninguém contestou. Muito pelo contrário. Foi aclamado pelo público.

Ivânia Catarina e Carlos Gomes - poesia belíssima, excelente performance do violonista, linda melodia, prêmio merecido.

Babi Jaques e os Sicilianos - excelente banda de Rock de Recife que procura fazer um trabalho poético, iconoclasta, diferente. Conquistou principalmente o publico jovem. A se destacar o cuidado com o figurino e a excelente performance de palco.

Dimas Deptulski - Colatina - ES - A letra e a voz firme do Capixaba também conquistaram o público.

Agua Viva - e a Mesa do Bar - uma bela canção que também caiu no gosto do público, afinal, mesa de bar é confessionário também em Alvinópolis.

Tributo a Chico Mendes - de Ubiratan Souza - São Luis do Maranhão - o Bira conseguiu a proeza de convocar um Flautista Alvinopolense e de ter o auxilio luxuoso do Zé Alexandre no Palco. Sua música e letra são belas, porém, mais bela ainda é a sua alma.

AOS DE CASA - Melhor letra, escolhida pelo juri em votação subjetiva, o catarinense Dentinho Arueira.

Ivania Catarina - venceu também o prêmio de Melhor intérprete.

GOSTO, CADA UM TEM O SEU.

Sobre melhor letra, acho AOS DE CASA excelente, mas em minha opinião as melhores foram MOINHOS DE VENTO, letra de Paulinho Andrade e ARCO-ÍRIS EM PRETO E BRANCO de Newton Baiandeira.

NÃO FOI PRA FINAL, MAS ERA MUITO BOA

A música GIRASSOL de Cláudio Fraga foi bastante prejudicada pelo som. A voz na frente ficou seca. O cara da mesa não conseguia colocar reverber de jeito nenhum.

ALGUNS CAMPEÕES
DESTA VEZ NÃO SE DERAM BEM

Gil Damata e Zébeto, que faturaram tantos, desta vez não levaram. Zé tinha uma letra muito boa na mão, mas a apresentação não repetiu o de sempre. Também, o som não ajudou. O mesmo aconteceu com o Gil, que demorou um tempo excessivo para ajeitar o som e mesmo assim, a apresentação não agradou como em anos anteriores.

NÃO VENCERAM, MAS GOSTEI

Gosto da musicalidade do Fábio Loyola. Encontrei-me com ele no hotel após o festival e reafirmei isso pra ele, que parecia meio decepcionado. Me falou que no ano que vem vai tentar fazer algo mais regional. Não sei. Eu, particulamente gosto muito do trabalho. As melodias do Fábio batem fundo. No que diz respeito aos festivais, não estão dando muito certo, segundo ele. Não sei. Eu pelo menos gosto bastante.

Gostei também das músicas de Barrado e Canhotinho de Belo Vista de Minas, que não foram classificados na triagem. Dois cantores que fazem sertanejo de raiz com um jeito todo peculiar de cantar e de compor.

CONCLUSÃO

Som é o ponto primordial do Festival.
Infelizmente temos de dizer com todas as letras: O Festival não foi um fiasco, mas também não foi excelente em função disso...e pelo nível das canções, poderia ter sido o melhor de todos os tempos.
De qualquer maneira, temos de aprender com os erros e aperfeiçoar.
Vamos então começar agora o Festival 31 anos.

Abraços a todos.

ALBUM DE FOTOS...

0 campeoníssimo Gil Damata
Murilão, bom tê-lo de volta
Zebeto, outro super campeão
A lua também veio nos visitar

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ORDEM DE APRESENTAÇÕES DO FESTIVAL

SEXTA-FEIRA

1 IEMANJÁ, SEREIA Thiago Santos e Edmilson Alvinópolis-MG
2 ARCO ÍRIS EM PRETO E BRANCO Newton Baiandeira Luis Bira Itabira – MG
3 UM DIA EU VOLTO Hugo Silva Oliveira Banda Overdrive Rio Piracicaba – MG
4 EU VIVO SOZINHA Wagner Linhares Marques Banda Alone Alvinópolis-MG
5 MESA DE BAR Fernando Camargo Banda Água Víva Belo Horizonte-MG
6 DE TANTO TE QUERER Kenny e Kerlon Kenny e Kerlon João Monlevade –MG
7 SOLIDÃO Ricardo Pieroni Ricardo Pieroni Pedro Leopoldo – MG
8 OPTAR Caetano Carvalho Banda Sistema Confuso Alvinópolis-MG
9 CABELO COR DE SOL Cila Cordeli Priscila Alcântara
31 3851 4903 / 8813 643 João Monlevade-MG
10 QUANDO OS BODES VERMELHOS COMEÇAM A FALAR Vitor Lima Banda Hard Case Alvinópolis-MG
11 REVIVER Fábio Loyola Fábio Loyola e Banda Belo Horizonte – MG
12 FUTURO INCERTO Gleberson Cota Banda Ponto Morto Alvinópolis-MG
13 AGORA NÃO DÁ MAIS Flávio Mesquita Ana Carolina Brasília – DF
14 A FARSA DO HERÓI Saymon Trindrade Banda Isqueiro D’agua Alvinópolis-MG
15 DA JANELA Fabiano Sérvulo Banda Vovó Piluca Alvinópolis-MG
16 PALHAÇO Luiz Coringa Luiz Coringa Belo Horizonte-MG
17 VULTOS Enildos Banda Circuito Integrado Alvinópolis-MG
18 NASCENTES, FILHOS E RIOS Marinho San Marinho San Belo Horizonte –MG

SÁBADO

1 SEU POLICIAL Wallace Adriano Banda Jubanana Belo Horizonte – MG
2 CHEIRO DA MINHA TERRA Roberto de Paula Roberto de Paula e Letícia Reis Belo Horizonte-MG
3 GIRASSOL Cláudio Fraga Cláudio Fraga Belo Horizonte – MG
4 CHORO SEM PARCIMÔNIA Carlos Scherer Sandro Dorneles São Paulo - SP
5 A LÁGRIMA DE UM PALHAÇO Bárbara - Jaques Babi e os Sicilianos Recife - PE
6 TUDO O QUE FIZ Henrique Carrier Anderson Goulart Banda Fragmentos Belo Horizonte – MG
7 PRENDA Max Setenta Max Setenta – Nicácio Roberto Ubá – MG
8
CASULO DA MOLDURA Carlos Gomes Ivana Catarina Belo Horizonte – MG
9 ME JOGA NA PAREDE,
ME CHAMA DE LAGARTIXA José Alexandre José Alexandre Poços de Caldas-MG
10 NA ONDA MODERNA Bárbara Jaques Babi e os Sicilianos Recife – PE
11 CALIGRAFIA Max Setenta Bráulio Hilário Ubá-MG
12 TRIBUTO À CHICO MENDES Ubiritan Souza Grupo Ânima São Luis – MA
13 MEMÓRIAS José Humberto Batista Ferreira FLÁVIO VASQUES CATARINA MORENO Rio de Janeiro – RJ
14 O OURO DO CANTAR Luiz Carlos Baltazar Geraldo Oliveira Sete Lagoas
- MG
15 CONFISSÃO MALANDRA Leslie Fiorinni Leslie Fiorinni Nova Lima – MG
16 AOS DE CASA Dentinho Aroeira Dentinho Arueira Joinville - SC
17 SAUDADE E PAIXÃO Dimas Deptulski Dimas Colatina – ES
18 MOINHO DE VENTO Paulinho Andrade Zébeto Correa Belo Horizonte –MG
19 UM GRANDE AMOR Gil Damata Gil da Mata Belo Horizonte – MG
20 MESA DE BAR Fernando Camargo Banda Água Víva Belo Horizonte-MG
21 VALE A METADE Emilio S’antana Djambé Belo Horizonte – MG
ELIMINATÓRIA DE SÁBADO